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terça, 29 abril, 2008
Tolerância e Compaixão

Tolerância e Compaixão

Quantas vezes vemos situações que nos entristecem, fazendo com que sintamos que este mundo não tem mais jeito? Inúmeras.

A cada dia que passa percebo que falta algo nas pessoas, algo sincero, puro, que não pode ser comprado, mas que nasce do respeito, carinho, admiração. O amor.

Nos dias de hoje a maioria das pessoas relaciona o amor com o desejo entre homem e mulher. Mas o amor a que me refiro é o amor “ágape”, isto é, o amor que nós deveríamos nutrir uns pelos outros. Um sentimento de ajuda e compaixão ao próximo.

Até onde essa falta de amor nos levará? O que acontecerá com a humanidade?

As respostas para essa e várias outras perguntas vemos todos os dias, convivemos com elas. Você ainda não entendeu? Então vou lhe dar alguns exemplos: a mãe que jogou sua filha em um rio; a filha que matou os pais, por eles não aprovarem seu relacionamento; a mãe que abandonava os filhos trancados em casa para comprar e usar drogas, entre outros fatos. Isso me recorda uma palavra bíblica que diz: “que o amor de muitos esfriarão”. E realmente é a mais pura verdade, quantos não fazem coisas perversas e nem remorso sentem?

Essa pequena frase explica os fatos mencionados acima e todos os outros que temos visto em nosso dia-a-dia.

Muitos podem falar: “mas eu tenho amor pelos outros”. Vejamos: você está dirigindo o seu carro e um outro carro o fecha. Qual é a sua reação? Ou, então, você está na escola e algum colega cai e se machuca bastante. O que você faz?

Na situação do carro, sua primeira reação será de xingar o outro de todos os palavrões que vierem a sua cabeça, quando o correto seria ficar quieto e desejar boa sorte a ele, afinal você não sabe quem é a outra pessoa. Essa atitude chama-se tolerância, umas das características do amor.

No segundo caso, você faria assim: começaria a dar risada, tiraria um “sarro” e até o chamaria de burro, por não ter visto o degrau. O correto seria: ajudá-lo a se levantar, perguntar se ele está bem e se precisa de ajuda ou quer que chame alguém. Esse ato recebe o nome de compaixão.

Qual a minha intenção sobre esse assunto? Fazer com que as pessoas comecem a praticar um pouco mais o amor que muitas vezes está escondido naquele cantinho do coração. Que elas possam abrir o coração para as pequenas coisas da vida, pois será ali que encontrarão a maior das felicidades. 

Elisa Vazquez



postado por Sérgio Simka as 07:06:37




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